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A educação que desejamos


Refletindo Sobre a Mudança

     Qual a escola que não se entusiasma com a chegada de um laboratório de informática? A partir daí, procuram se equipar, também, de outros recursos tecnológicos. Mas, será que modernizar é o mesmo que mudar?

     Historicamente, as mudanças no sistema educacional ainda não surtiram efeito, pois estas necessitam de profundas reformas de base. O que vem ocorrendo lentamente.

     Não fazendo apologia à desmotivação ou à estagnação, achamos interessante a letra da música abaixo, que deixa evidente a confusão em que estamos submersos - escola e sociedade - diante de tanta informação.

     "Além dos Outdoors

               (Engenheiros do Hawaíí)

     No ar da nossa aldeia há rádio cinema     e televisão

     Mas o sangue só corre nas veias por pura falta de opção

     As aranhas não tecem suas teias por loucura ou por paixão

     Se o sangue ainda corre nas veias é por pura falta de opção

     ...As coisas mudam de nome... No dia-a-dia da nossa aldeia há infelizes infantados de informação. As coisas mudam de nome mas continuam sendo o que sempre serão".

     As mudanças estão aí. Em todos os setores sociais. A tecnologia invade nossas vidas e somos obrigados a nos adaptarmos às novas demandas sociais. Queiramos ou não. E a escola como instituição que trabalha diretamente com o conhecimento, percebe os efeitos dessa mudança na inter-relação com os alunos e a comunidade.

     Estamos, enquanto educadores um tanto aturdidos com a necessidade de renovarmos nossa prática educacional corremos atrás do prejuízo, e quase sempre não conseguimos resultados esperados, dada às enormes dificuldades de interação com as novas tecnologias e como adequá-las aos conteúdos de forma a produzir conhecimentos que garantam a inserção dos nossos jovens em uma sociedade cada vez mais competitiva e excludente.

     O problema incide na enorme quantidade de informação que absorvemos constantemente e no receio de enfrentarmos novos desafios. Nós professores temos que encontrar novas maneiras de fazer um paralelo entre aprender-ensinar-comunicar-novas TIC/Programa curricular.

     Por outro lado os alunos também se sentem perdidos em meio a tanta informação. E a desmotivação para o aprendizado talvez seja fruto de não sabermos, ainda; como conduzir nossas aulas utilizando dos conhecimentos produzidos na sociedade atual, tecnológica e globalizada!

Valdeni Francisco de Souza